O SALVADOR DA NOSSA TERRA
Sanat Kumara - 



PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS – 1ª PARTE


1- COMO A BEM-AMADA VÊNUS AUXILIOU A NOSSA TERRA


Majestosos Seres do planeta Vênus, também integrante do Universo a que pertence a Terra, renunciaram, momentaneamente, a viver em seu planeta da felicidade para acelerar o progresso dos habitantes da Terra. Aqueles seres vieram praticamente para um exílio, quando encarnaram entre os humanos da Terra, a fim de executar suas tarefas como auxiliares da raça humana.


Uma das atuais limitações do viver na Terra consiste no seguinte: toda a recém-chegada emanação de vida deve abandonar a “consciência de origem”. Isto, para um habitante de Vênus, é uma decorrência muito natural. Quando uma dessas almas se encarna em nosso planeta, esquece o seu magnífico passado; sua visão é toldada e sua missão é um tanto confusa. Em sua consciência externa ela desconhece o próprio motivo de seu exílio. Mesmo que, em seu corpo interno, arda o fogo celeste, tem somente lampejos de recordações ou sentimentos de saudade, como de um sonho que fizesse recordar seu lar-planeta.


Quando a emanação de vida é suficientemente amparada por seus pais, ambiente e circunstâncias, poderá crescer, realizar uma missão entre os habitantes da Terra e levantar um pouco a ponta do véu que, eventualmente, encobre um glorioso futuro. Dificilmente encontramos, na vida terrena, tais pessoas; mas, se esta oportunidade é apresentada, elas sentem o ânimo da chama em seus corações e vêem a maneira dessa luz expandir-se. Estes extra-terrenos serão os precursores de uma etapa que, num determinado tempo, a Terra deverá percorrer.


As irradiações do planeta Vênus são um constante derramamento de amor e beleza. Sua missão é ajudar a Terra a transformar o que hoje se poderia chamar um grito de desespero, em um canto de harmonia e paz.


A Terra pôde ser salva graças à vinda de um dos maiores regentes do planeta Vênus, acompanhado por Seus auxiliares e Dignatários Cósmicos. Este maravilhoso Ser é por vós conhecido sob o nome de SANAT KUMARA!






2 – A TERRA ESTEVE PRESTES A DESINTEGRAR-SE


Com a vinda dos “retardatários” para a nossa maravilhosa Terra e, em conseqüência da obstinada corrupção trazida por eles, foi determinada a dissolução do nosso planeta pelos poderes da Luz. A Terra não retribuía ao Universo a preciosa vibração de vida que recebera no início de sua formação. Não emitia Luz, nem irradiações de qualquer natureza. Era, portanto, um planeta escuro, em trevas. A harmonia da música das esferas encontrava-se de tal maneira prejudicada pelos pensamentos e sentimentos dos povos da Terra, que os imponentes Senhores dos Sóis, reunidos em um concílio, resolveram dissolver o planeta e reduzi-lo à substância elementar da qual fora composto. A vida deveria retornar ao informe original, para surgir uma nova criação construtiva que quisesse manifestar a Vontade de Deus.


De acordo com a Lei da Vida, o Universo deveria manter, na Terra, uma forma de inteligência e de equilíbrio: qualquer forma de bênçãos ou de aproveitamento. A dissolução ou desintegração da Terra faria dos povos deste planeta “órfãos planetários”, isto é, sem um planeta físico onde pudessem terminar o seu desenvolvimento.


O Bem-Amado Sanat Kumara, ao participar do concílio e ao saber do projeto de dissolução da Terra, pelo fato de ela não irradiar Luz, o que a tornava impossibilitada de permanecer no Sistema Solar, ofereceu-se para vir à Terra e despender da Chama de Seu próprio Coração a Luz requerida e a expansão de Amor necessária, até que os habitantes da Terra aprendessem a irradiar suficiente Luz e Amor de si mesmos. Foi pressuposto, para este trabalho, o decorrer de alguns séculos. Porém, em conseqüência da grande rebeldia dos filhos da Terra, foi necessário que o Bem-Amado Sanat Kumara permanecesse aqui, no exílio, MILHÕES DE ANOS a irradiar Seu Amor. Não Lhe foi possível retornar ao Seu planeta de origem, antes que a humanidade – ou alguns colaboradores – fossem capazes de irradiar, por si mesmos, uma certa quantidade de Luz e Amor que Ele, Sanat Kumara, expandiria livremente, ou mesmo, até que Ele houvesse preparado um outro Ser que estivesse suficientemente apto, ou ser mestre, para ocupar o Seu cargo. Na Lei Cósmica está escrito: quando um indivíduo se oferece, livremente, para desempenhar uma missão, ele não poderá ser liberado da incumbência, enquanto sua tarefa não for cumprida ou enquanto outra emanação de vida não estiver em condições de substituí-lo ou preparada para assumir este cargo de responsabilidade.


Não existem palavras que possam descrever o imenso AMOR que foi irradiado por esses maravilhosos Seres nem sua paciência e perseverança, permanecendo neste planeta sem Luz durante infindáveis séculos!


Um dos Mestres Ascensionados auxiliares de Sanat Kumara, referindo-se a Ele, disse: “Até mesmo aos Mestres é difícil compreender a Sua infindável paciência e Seu desmedido Amor! Entretanto, este Grande Ser, lançando Seu olhar sobre o adormecido gênero humano, viu que até os poderosos portadores de Luz preferiam alhear-se à situação enquanto Ele dava o máximo de suas irradiações, para salvar a mísera Terra que se encontrava acorrentada, ela, a pátria desta humanidade.


SANAT KUMARA fez tudo para mantê-la com vida, não somente durante um ou dois séculos mas por milhões de anos. Nosso mundo é um pequeno globo giratório que, em nossa Via Láctea, representa apenas minúscula partícula de pó. É tão insignificante que não seria notada qualquer falta desta cintilação, dentro das irradiações de nosso sistema solar, se a Terra fosse extinta. Mesmo assim, este pequeníssimo globo representa o “lar” planetário para dez bilhões de emanação de vida que só poderão obter sua maestria se a Terra – como berço desta humanidade – continuar a existir.”


O próprio SANAT KUMARA relata: “Há muito, muito tempo, como usais expressar-vos em vossas narrativas, fui convidado a participar de um concílio, juntamente com todos os representantes dos Sóis de nossa Galáxia. Era eu o único representante do planeta Vênus. Oh! Vênus, Planeta de Luz, minha bem-amada pátria! Mal posso pronunciar teu nome, tamanha é a saudade que se apossa de meu peito, quando penso em ti!”


“Nesse concílio, foi resolvido libertar a substância elementar que formou a Terra e deixar que ela voltasse ao informe original, dissolvendo-se, uma vez que ela não mais irradiava harmonia nem luz no Universo.”


“Ao retornar ao meu planeta Vênus, fiquei, constantemente, meditando sobre os milhares de emanações de vida que seriam condenados à orfandade planetária, se aquele decreto fosse executado.”


“Assim como nos momentos de maior importância surgem as pequenas coisas, também aconteceu a mim quando meu complemento divino que era Vênus – a bem-amada de meu coração, se encontrava passeando em nosso jardim.”


“Mostrava-me Ela o contorno de uma nuvem que era beijada pelo sol, enquanto flutuava, suavemente, pelo céu. Não era meu intuito desvendar meus pensamentos a Vênus, pois eu pensava em servir, voluntariamente, à Terra. Ainda ouço o murmúrio das águas que brotavam do coração da fonte, soando como música e precipitando-se sobre as pétalas dos lírios. Lembro-me ainda hoje de quantas fibras eram tecidas as minhas sandálias, tantas vezes Eu as contei, enquanto procurava encontrar uma decisão.”


“Finalmente, Vênus me disse, porque, naturalmente, meus pensamentos e sentimentos não podiam estar ocultos dEla: “Por que não vais à Terra, se teu desejo é salvá-la por meio de teu sacrifício?” Como poderia vos descrever o grande alívio que me inundou ao ouvir suas amáveis palavras?! Quando um Ser ama outro Ser, mais que a própria vida, então significa um grande sacrifício ir preparar para outros a liberdade e prestar um grande serviço cósmico que se sabe irá trazer uma separação de centenas de anos.”


“E, assim, cheguei à Terra. Dirigi meu olhar à Chama Divina que continha o modelo da perfeição para cada emanação de vida e senti que valia a pena acelerar o seu desenvolvimento com muito amor, paciência e suficiente Luz. Voltei a Vênus e participei à minha bem-amada o que resolvera. Em seguida, apresentei-me ao concílio constituído por Seres Governantes. Sem exceção, todos mostravam-se dispostos a vir à Terra e prepará-la para minha chegada. Deste grupo, foram escolhidas trinta almas, cujos nomes estarão gravados, por toda a eternidade, em meu coração. Trabalharam cerca de mil anos e construíram Shamballa para a minha vinda.”


“Neste meio tempo, a notícia propagava-se no espaço interestelar. De outras estrelas e sistemas vieram embaixadores da Luz e também mensageiros, para dar assistência aos Nossos projetos. Enfim, foram escolhidos nove mil seres dos quais três mil aceitaram a incorporação humana, igual número no reino da natureza, isto é, servir no reino dos Devas e ainda três mil no reino dos anjos.”


“Dos três mil seres que estavam determinados a servir na forma humana, como protetores espirituais da Terra, mil entre eles já obtiveram sua completa liberdade por meio da Ascensão. Os restantes dois mil são os escolhidos por Serapis Bey. O Santo Ser Crístico de cada uma destas pessoas aceitou a ordem e suas decorrências: ser um protetor para a Terra. Finalmente, quando Shamballa estava ultimada e a hora cósmica havia soado, preparei-me para a despedida de meu povo e de minha pátria, o belo planeta Vênus, e livremente parti para um exílio de inumeráveis séculos ou mesmo milênios. A estrela, meu símbolo espiritual, elevou-se sobre o planeta Vênus e os povos perceberam que um acontecimento muito importante estava prestes a manifestar-se. Dirigindo minha atenção à Terra, o avistar os diminutos pontinhos de luz dos trinta seres que me esperavam foi para mim um prenúncio agradável, um contato com o mundo onde Eu, dali por diante, deveria ficar.”




Sanat Kumara Marius.


3 – AS TRINTA EMANAÇÕES DE VIDA QUE VIERAM DE VÊNUS


Entre os abençoados filhos do planeta Vênus que, voluntariamente, antecederam sua vinda à Terra, para acelerar os preparativos de uma residência apropriada ao Senhor do Mundo, o Bem-Amado SANAT KUMARA, no primeiro grupo encontravam-se trinta emanações de vida que se apresentaram aos Senhores do Carma Universal e foram aceitas pelo Grande Kumara como sendo os vanguardeiros. Estas trinta emanações de vida aceitaram, livremente, a limitação cármica de um nascimento na raça humana. Isto não foi previsto apenas por um ou dois períodos de vida, mas sim por um tempo indeterminado e talvez por milhares de anos. Elas foram conduzidas à atmosfera superior da Terra, com a permissão de permanecer na oitava de Luz, sob o amável cuidado e hospitalidade do Senhor do Segundo Raio, até que o tempo e as condições para as suas primeiras encarnações tivessem chegado.


Todos possuíam uma vibração elevadíssima e eram tão puras e perfeitas como a própria natureza. Difícil foi encontrar pais que proporcionassem corpos perfeitos para estes delicados seres. Os construtores da forma, escolhiam, entre os terráqueos, as melhores emanações de vida e convidavam-nas a comparecer perante o Conselho Cármico, para um prévio teste. Examinadas se possuíam as necessárias qualidades e se eram dignas de servir de “veículo” aos visitantes cósmicos, eram então aceitas. Doze filhos da Terra possuíam as desejadas qualidades e condições antecedentes à projetada encarnação. Foi possível encaminhar e aproximar os futuros pais para travarem conhecimentos e efetuarem matrimônio, dando às almas a oportunidade de atravessarem o véu que encobria a lembrança de suas vidas do planeta de origem, tomando forma física, aqui, na Terra. Cada casal concebeu cinco filhos; estas almas que representam a “Mão da Atividade Divina”, vieram do planeta Vênus, e seus descendentes prepararam a vinda do Senhor do Amor.


Cerca de novecentos anos (tanto quanto o véu de Maya lhes permitia, pois eles também foram atingidos por este, assim como os filhos da Terra) juntos procuravam e experimentavam descobrir a origem de sua existência divina, esforçando-se para recordar os votos e as promessas que haviam feito e qual o seu destino.


Vagarosa e paulatinamente surgiu a “Cidade da Ponte”, que foi construída com a substância original da Terra: com seus mármores selecionados, jóias preciosas e ouro puríssimo! As mais belas flores, viçosas árvores frutíferas foram trazidas dos quatro pontos cardeais da abençoada e reconhecida Terra o que, positivamente, seria um dever para com estes visitantes, a quem devemos ser eternamente gratos. Estes seres mantinham, perante seus olhos, a visão da vinda de seu Senhor e trabalhavam na câmara oculta de seus corações.


Os inumeráveis fluxos e refluxos das marés se sucediam sem que ficassem concluídas as colunas da Ponte de mármore que emergiam das águas azuis do mar para ligarem o continente com a Ilha Branca. Isto aconteceu muitos séculos antes de aproximar-se a hora da vinda do Senhor Sanat Kumara. Inúmeros descendentes dos venusianos abandonavam, agradecidos, os seus invólucros, os corpos gastos, para rapidamente espiritualizar-se, ressurgir em um novo corpo de criança e continuar a obra do Amor, antes de aparecer no firmamento a estrela polar da Lemúria e ser reconhecido por eles mesmos, através de suas nubladas consciências, que a hora máxima havia chegado! Com o transcorrer dos séculos, enquanto uma geração seguia a outra, eram transmitidos os conhecimentos relativos a esta misteriosa Estrela Polar que, valendo como um símbolo, anunciaria o grande acontecimento para os quais eles trabalhavam abnegada e ininterruptamente. TUDO estava preparado, quando a Estrela alcançou o zênite! Sanat Kumara veio acompanhado, amavelmente, pela Sua guarda de honra; chegou e fixou Sua residência sobre a Terra.






4 – A CONSTRUÇÃO DE SHAMBALLA


Amados discípulos, ponderai como era desinteressado o Amor daquelas trinta emanações de vida oriundas de Vênus, que se propuseram a abandonar seu planeta, onde só existe felicidade, harmonia e perfeição, e aceitar uma encarnação através de mães da Terra, crescer nesta atmosfera, neste ambiente de vibração densa junto a esta humanidade que se encontrava tão profundamente submersa em trevas ao ponto de a Lei Cósmica ante essa materialidade preferir a dissolução do planeta. Os venusianos aceitaram todo e qualquer sacrifício para preparar uma moradia adequada ao seu Bem-Amado Senhor Sanat Kumara quando Ele descesse à Terra.


A cidade de Shamballa, originalmente fora erguida no planeta Vênus com todo seu requintado esplendor, com maravilhas que estão acima de qualquer descrição humana. Em um dos mais belos palácios, morava a lindíssima Vênus, a Bem-Amada de Sanat Kumara, assim como a Bem-Amada Meta e os outros Kumaras. Deste palácio, Vênus governava as atividades religiosas de Sua Estrela. Os trinta Seres que se encarnaram na Terra tiveram de impregnar suas consciências e seus corpos etéricos com a mesma imagem da Shamballa que existia em Vênus.


Após atravessarem os corpos densos de suas mães da Terra e despertarem em corpos de crianças, trazendo características de raças e carmas nacionais, mais tarde foram ainda envolvidos pelo “véu do esquecimento”. Entretanto, ao atingirem a idade adulta, foi-lhes necessário apresentar, por meio da capacidade de recordação ou de intuição, o esquema, o plano daquela cidade.


Empolgados pelo mesmo interesse, começaram a obra, após terem, em primeiro lugar, escolhido o local adequado para a construção da cidade maravilhosa que estavas destinada a ser a pátria provisória de Seu Senhor. A próxima realização consistia em arranjar o material que deveria ser usado e facultar ao espírito a fiel visão do projeto, dar-lhe a forma por meio de suas mãos, trabalhando o mármore, a pedra.


Suas atividades não eram diferentes da que vós, amados discípulos, exerceis hoje. Não havia a visibilidade do vaivém dos seres angélicos, das “Nuvens de Glórias Celestiais”!


Apenas uma coisa existia: manter sempre presente no espírito dos construtores da cidade a visão (visualização) da obra a ser realizada.


Aquela terra a oeste da Ásia que foi escolhida para a edificação da cidade de Shamballa é hoje um vasto deserto, conhecido pelo nome de “Deserto de Gobi”.


Mas naquela época era um grande lago em cujo centro existia encantadora ilha verdejante denominada “Ilha Branca”. Neste local, foi construída a cidade de Shamballa, para existir por tempo indeterminado.


Nem sempre os “arquitetos desta metrópole” nasciam nas imediações do mar de Gobi. Alguns atravessavam mares e continentes, impulsionados por uma força magnética que eles acreditavam ser um sonho, na esperança de encontrar corações harmônicos, ou com afinidades espirituais.


Ali, sentiam-se como estranhos, por serem de diferentes raças e famílias. Contudo, intimamente, eram unidos pelo mesmo ideal. Na crença comum da visão e na união de suas forças, assumiram a execução da enorme tarefa.


Muitas vezes foram assaltados por hordas selvagens, por vândalos desenfreados que descendo as colinas arrasaram as obras, apesar de suas muralhas-fortaleza, destruindo os futuros templos que num constante zelo e dedicação estavam sendo erguidos, estragando plantações, abatendo frondosas árvores, calcando aos pés mudas e flores que ladeavam as belas e amplas ruas, exterminando totalmente a vida, inclusive a dos próprios seres que trabalhavam abnegadamente e com o maior carinho, para dar corpo ao plano secular da visualizada Shamballa.


E estes seres, ao reencarnarem novamente, encontravam as ruínas de seus sonhos. Todavia, embora só lhes restando o modelo da obra, persistentemente recomeçavam tudo.


Todos labutavam sofrendo o decorrer do tempo, visto que pesava sobre eles um período cósmico pré-determinado. Além disso, a Lei Cósmica não permitia desperdício de energia para a Terra, do que resultava ser urgentemente necessária a vinda de Sanat Kumara, estivesse ou não tudo preparado à sua chegada. Porém a cidade foi concluída.






5 – A CHEGADA DE SANAT KUMARA


Chegou a hora decisiva da Iniciação da Terra. A natureza e a parte seleta da humanidade estavam preparadas. Na Terra, a Estrela Polar de Lemúria anunciava a vinda de Sanat Kumara. O majestoso Senhor despediu-se de Seu povo, de Seu planeta, e da Sua Bem-Amada Vênus, com mais três Kumaras.


Então elevou-se na atmosfera acompanhado pela sua corte de anjos e mestres. Da aura de Vênus ergueu-se a enorme Estrela de quíntuplas pontas e pairou sobre aquele globo. Os venusianos tinham conhecimento das atividades cósmicas do excelso Kumara através da aparição desse Astro, o que já havia sido anunciado. Todos os corações estavam concentrados na Estrela e aguardavam sua mensagem, naquela hora máxima. Vagarosa e majestosamente, elevavam-se os imponentes Kumaras, seguidos pela corte, derramando Suas bênçãos sobre planeta Vênus. A Estrela afastava-se e os Senhores do Amor dirigiam-se à aura da Terra. Todos os habitantes de Vênus prosternaram-se e cantavam um maravilhoso hino de Amor e bênçãos que se tingiu com as tristezas da despedida, envolvendo no manto do Amor Sagrado a forma que desaparecia no firmamento.


Ao se aproximarem da Terra escura, que girava sobre seu eixo e quando já à vista dos trinta construtores da “cidade da Ilha Branca”, estes, altamente emocionados, caíram de joelhos, felizes e agradecidos por haverem terminado, no tempo exato, o magnífico Templo destinado a receber o venerável Santo. Os Kumaras desceram com dignidade e donaire; neste instante, elevou-se, no alto do Templo, a Chama da Trindade. Assim começou o longo trabalho do Senhor do Mundo, ativando no coração dos humanos a Luz espiritual, a Chama Trina, que os mantinha com vida. O PRIMEIRO Kumara espiritualizava (pôs em movimento) a Chama Azul, o SEGUNDO Kumara, a Chama Dourada e o TERCEIRO, a Chama Rosa. Neste instante sagrado para toda a humanidade, Sanat Kumara penetrou nesta Chama Tríplice unindo as três Chamas em um único FOCO de LUZ que jaz no coração de cada emanação de vida pertencente à evolução da Terra. Este acontecimento, que foi o primeiro passo para a salvação da humanidade, pode ser comparado à reação de um gigantesco fole que anima o Fogo Crístico em cada emanação de vida sobre a Terra. Sanat Kumara, ainda hoje, mantém e sustém toda esta atividade que é a identidade libertadora das emanações de vida vinculadas ao nosso globo.


Quando os abençoados pés de Sanat Kumara tocaram a Terra durante este transcendente e poderoso acontecimento, o planeta foi envolvido por uma imensa aura rosada e nesta ocasião todos sentiram em seus corações eflúvios de consolo, paz e esperança. Também as flores murchas levantaram suas corolas, reavivando suas pétalas. Ouviu-se, novamente, o gorjeio dos pássaros. As crianças puseram-se a brincar alegremente, divertindo-se com entusiasmo. De que se constituía esta maravilhosa e invisível vibração etérica que penetrava na atmosfera da Terra? Somente o sabiam os trinta seres que aguardavam o Seu Senhor! A causa desta alegria atmosférica era a Presença do esperado e Bem-Amado SANAT KUMARA!


Naquele dia, amados discípulos, começou a Era de Ação de Graças na Terra; pois a sua Chama projetou-se ritmicamente de Shamballa a partir do dia em que os trinta seres venusianos se ajoelharam cheios de amor e devotamento cada vez que as emanações de vida reconheciam os benefícios recebidos. Foi assim como narramos que chegou o Bem-Amado Sanat Kumara com Sua comitiva. Permaneceram na Terra, não somente alguns séculos, porém milhões de anos, simplesmente ligados e impulsionados pelo Amor.


Quando vós, amados discípulos, e toda a humanidade fordes ascensionados e usardes o manto de vossa imortalidade; quando vós, como seres divinamente livres, estiverdes resplandecentes em plena luz, então compreendereis que tudo isto só foi possível porque Sanat Kumara possuía suficiente fé na Luz e na Vida e fez pelos seres humanos o que cada um de vós deveria ter feito há eons. Se Ele não houvesse realizado Seu Trabalho de Amor, toda a evolução teria atravessado a Segunda morte e vós não mais teríeis uma consciência individual.


Refleti! Pagais por vossa vida enquanto servis a Ele, aos Mestres Ascensionados e à humanidade! Pagais por vossa imortalidade durante todos estes eons do vosso desdobramento. Se vosso ser foi mantido, é a Ele, unicamente, que deveis ser gratos, ao contemplar ou sentir cada nascer do sol, cada flor que vos dá seu aroma, cada amigo ou ser amado que aquece vossos corações. Só podeis alegrar-vos com a vida, essa vida que é um presente de Sua paciência, de Seu trabalho, de Seu Amor, um presente de Quem, por vós, aceitou a responsabilidade perante a Vida Eterna e Divina.


Sanat Kumara e todos os que vieram com Ele do planeta Vênus são chamados de “Senhores da Chama da Imortalidade”. Por ocasião de Sua descida ao coração de Shamballa, trouxe Ele um concentrado desta Chama que era desconhecida na Terra, pois ela apresentava a vibração de Vênus. A Chama que Ele incorporou em Shamballa desde Sua chegada, fortificou-se durante todos estes milhões de anos. Irradiava na atmosfera e na consciência da Terra e de seus habitantes; a melodia chave (Leitmotiv) de Vênus, a vibração desta estrela superior.


A Chama tem por objetivo criar e gerar, através de cada habitante da Terra, das conscientes emanações de vida e centros de Luz. A única finalidade da Presença de Sanat Kumara consiste em criar conscientes portadores de Luz. Cada homem, cada mulher, cada criança, de acordo com sua aptidão, é um “Portador da Luz”.








6 – SHAMBALLA!


SHAMBALLA! Vós, GRANDE CENTRO ESPIRITUAL DA ILUMINAÇÃO DE TODOS OS TEMPOS! Nós nos inclinamos com profundo respeito perante Vossa Presença e nos aproximamos de Vossa Santidade, de vossa irradiante aura em humilde gratidão pelo privilégio de poder saber QUE VÓS EXISTIS! Só PORQUE VÓS SOIS, nosso planeta ainda hoje existe! De Vosso coração todo santificado, de Vossos suntuosos pórticos vieram TODOS os mensageiros que trouxeram a Luz aos filhos da Terra! Em Vossos centros santificados viveu nosso Santo Senhor e Rei, o Bem-Amado Sanat Kumara, o “Venerável dos Dias”!


Hoje ainda, irradiante de amor celestial, de puríssimo amor divino, sobre as areias do deserto de Gobi vibra a cidade sagrada de Shamballa, com suas cúpulas e seus zimbórios que irradiam a Luz das mais elevadas esferas. A vista interna consegue reconhecer nitidamente a auréola brilhante das cores que se parecem a um arco-íris cósmico, na mais elevada atmosfera, expandindo-se amplamente, em todas as direções.


Quando, silenciosamente, o nosso discípulo se aproxima dessa cidade, percebe a Presença do Amor e, instantaneamente, sente-se envolvido por ele. Seus sentimentos de gratidão aumentam e tornam-se uma força vibrante que faz com que seu humilde coração avance no campo espiritual, goza o pressentimento da alegria que o influencia e penetra, amplamente, na esfera de Shamballa.


Quando os olhos espirituais se acostumarem na intensidade das Luzes internas e na protetora coroa de Luz, o coração da cidade sagrada não será, por mais tempo, oculto aos peregrinos.


Tivemos o privilégio de contemplar o trono do Senhor do Mundo, na cidade de Shamballa, porém no plano etérico. Enxergâmo-la exatamente como era há milhões de anos, quando foi construída pela substância física, no mundo das três dimensões. 1


Um mar azul profundo, de puríssimo fogo, circunda a cidade, da qual a magnífica ponte, toda esculpida de mármore, forma o único acesso. Artísticos arcos cobrem este mar e ligam a “cidade da Ponte” ao “continente da Ponte”, ao “continente” etérico. Na cidade, Templos cobertos por cúpulas de ouro proporcionam, em conjunto, a gigantesca impressão de uma flor de Lótus branca, fosforescente e suspensa na atmosfera.


Vêem-se inúmeros peregrinos, dirigindo-se para esta cidade com a missão de mensageiros que desempenham ordens recebidas. Alguns levam missivas ao Rei, outros esperam d’Ele um decreto, uma ordem que os autorize a servir mais amplamente os seus irmãos. Do Templo de Shamballa vêm todos os Mensageiros Divinos que auxiliam a humanidade. Anualmente, antes do término do ciclo de doze meses (do dia 15 de novembro até 14 de dezembro), estes mensageiros e discípulos voltam para Shamballa e entregam a “colheita” de seus serviços prestado à Vida durante o decorrer do ano.


Maravilhosos Seres saem desta cidade, ao encontro dos peregrinos. Suas auras irradiam tanta Luz que não é possível descrevê-las.


Somos informados de que eles trazem estas irradiações e bênçãos do Sol da “cidade de ouro” e as levam até os extremos da Terra.


As recordações começaram a despertar, lentas e pouco perceptíveis em nossa consciência, através do véu do esquecimento, durante o tempo em que observávamos o vaivém dos mensageiros de Luz: lembranças dos tempos em que nós também praticávamos aquelas atividades, antes de usarmos corpos carnais.


Nosso Mestre-Guia observava o nosso interesse. Pacientemente, esperou por uns momentos e comunicou-nos sua disposição de acompanhar-nos ao Templo do Rei. Ao pormos os pés na ponte, experimentamos maravilhosa irradiação, fortíssima para nós, vinda do mar de fogo azul. Grande força de vontade foi necessária para mantermos nosso controle sobre esta energia. Ao mesmo tempo, compreendemos que esta capacidade de suportá-la seria o nosso passaporte para o encontro com o Rei.


SANAT KUMARA! SENHOR DO AMOR! Nossos pensamentos dirigidos a Ele plenificaram nossa consciência. Por Ele, nossos corações encheram-se de amor. Todos os pensamentos individuais desapareceram, durante esta silenciosa adoração. Seguimos avante por uma lindíssima alameda que conduzia ao centro da ilha, no qual estavam localizados vários chafarizes cuja água tinha colorações maravilhosas como as do arco-íris. Já nos encontramos, de imediato, frente ao Templo principal, a sagrada residência do Senhor do Mundo, SANAT KUMARA. Há muitos séculos foi Ele a cabeça da Hierarquia Cósmica para o planeta Terra e a máxima autoridade da evolução para todos os povos.


O majestoso Templo estava situado sobre uma elevação. Subimos por uma magnífica escadaria de mármore, intercalada, de doze em doze degraus, por terraços gramados com enormes repuxos de águas cristalinas que também refletiam, sob a luz do sol, as belíssimas nuanças do arco-íris. Os lindos gramados eram orlados por canteiros repletos de florzinhas multicores. Tudo respira irradiação de paz e beleza que se assemelhavam a um antegozo do paraíso.


Enfim, encontramo-nos em frente ao imponente Portal do Templo, o qual possuía uma impressionante altura. Este portal era obra construída com muito esmero, com filigranas de ouro entrelaçadas, que refletiam a luz do sol espiritual, como um gigantesco espelho.


Em um dos lados existia um floreiro de ouro. Cada visitante encontrava, ali, sua flor predileta que surgia com por encanto! Não havia exceção para nós sobre este gracioso costume: encantados e felizes cada um adornou-se com a flor de sua preferência e continuamos a percorrer o átrio. Sobre uma mesa ornamental avistamos uma salva de ouro de tamanho incomum. Ela continha um celestial elixir, bebida essa oferecida a qualquer visitante, em uma taça de cristal. Todos recebiam este símbolo como hospitalidade celestial de refrigerar e revigorar e, em alegre expectativa, fomos ao encontro da audiência com o nosso Rei.


Após algum tempo, abriram-se as magníficas portas da sala de audiência. Seguimos nosso Mestre em sua nobre Presença. Entramos com o olhar baixo e permanecemos aos pés do Trono. A Presença do Amor penetra cada átomo de nosso ser; Sua consoladora Paz envolve-nos. Elevamos nossos olhos e nEle fixamos nosso olhar! Em frente a nós, sorrindo, cheio de amor e misericórdia, Ele incorpora tudo aquilo que nós, em algum dia, deveremos ser.


Silenciosamente aceitamos a misericórdia de Sua Presença. Reconhecemos que Ele veio ao mundo para que fosse permitido a nós vermos nEle a imagem de Deus, e igual a Ele manifestar em nós a Vontade dAquele que criou todos nós Seus filhos à Sua Semelhança.


SANAT KUMARA, Senhor do Amor! Obediência foi a Vossa Vida, de acordo com a execução do exemplo divino. Ó Vida, perdoai a nossa até agora escassa e limitada conquista da revelação divina! Ó Deus, agora que nos foi permitido VER, dai-nos, também, a força para VIR A SER!


A Presença de Sanat Kumara irradiava o Fogo de Suas Bênçãos, o que era por nós confirmado e reconhecido, através do desejo ardente ou anseio de realizar em nós o plano do Amor e de como poderíamos manifestar a grandeza de DEUS, O UNO, VIVENTE EM TODA A HUMANIDADE.


Assim como nós encontramos o caminho que nos conduziu aos pés do Senhor, também cada ser que deseja ardentemente encontrá-lo, seja por meio da contemplação, com o amor e o auxílio de sua Presença Divina, com a ajuda de um Mestre Ascensionado ou ainda através do Fogo da Purificação, achará o caminho da salvação de nossa Terra ou o caminho ao nosso Bem-Amado SANAT KUMARA! Este Ser, certamente, o encontrará!




Segundo Alice A. Bailey (“Tratado sobre Magia Branca”), Shamballa
foi fundada há 18 e meio milhões de anos

SOLIDARIEDADE

"Se já dominas a ti mesmo, ampara aqueles que ainda não conseguem evitar a própria irritação.

Se te sentes com saúde, socorre o doente.

Se estás forte, auxilia aos mais fracos.

Se tens algum dinheiro, faze a doação de alguma parcela ao necessitado que espera a bênção de um pão.

Solidariedade é lei da vida.

Hoje consegues apoiar alguns, amanhã, talvez precisarás do apoio de todos."